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* Sexta-feira passada foi finalmente lançada na Inglaterra a nova mixtape de um sujeito rapper chamado Mike Skinner, que vem a ser conhecido pelo codinome The Streets e é um dos mais importantes caras da música inglesa desde, sei lá, 2000? E esse lançamento é mesmo muito significativo. Seja por qualquer ângulo que se olhe ou qual for o resultado sonoro disso.
“None of Us Are Getting Out of This Life Alive” é o nome da mixtape, que não tá catalogada na discografia parada do Streets desde 2011. Porque é isso mesmo: uma mixtape. 12 faixas comandadas por Skinner mas com colaborações preciosas de gente grande para nós como Tame Impala e Idles, mas também um monte de artista britânico da nova geração, principalmente a de MCs, que pode apostar com o dedo dele vão ser bem comentados num futuro próximo. Porque isso é The Streets.
Mike Skinner influenciou, com pelo menos seus três primeiros álbuns lá nos anos 2000, coisas e bandas como Arctic Monkeys e boa parte do grime produzido hoje na Inglaterra. Do indie ao eletrônico ao hip hop. Das batidas secas ao jeito de cantar (falar) à composição lírica do cotidiano inglês em canções.
Nas faixas, há o velho Skinner que a gente enxerga hoje e o futuro do rap inglês que a gente ainda não está enxergando. The Streets é assim. Deliciosa, cheia dos jeitos de fazer rap, de causar estranhezas, de pender ao indie e ao eletrônico sem cair em nenhum dos dois. E a voz charmosa de Skinner e de seus colaboradores escolhidos a dedo enfeitando tudo.
Chega até a ser irregular no que é muito bom. Como ousas, The Streets?
Para completar tudo, The Streets anunciou recentemente uma turnê inglesa de drive-ins para agora, começo de agosto. Hummmmmmm. Algumas datas sold-out, em lugares com capacidade entre 300 e 600 carros. No mundo “normal”, The Streets assegurou sua participação no gigantesco festival belga Rock Werchter, que deve acontecer em julho de 2021. Repare no “deve”. Repare no The Streets.
https://youtu.be/uofFHL-t7LE
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